terça-feira, 12 de maio de 2015

De sorte e valor

Tempo inútil,
De vida e de dor,
Arrasta-me.

Tempo útil,
De sorte e valor,
Transforma-me.

Torna-me fraco,
Torna-me forte.

Torno-me louco,
Sobra-me o pouco,
Sobra-me a morte.

A cada dia,
A renovação,
E o não ter.
Como escapar.

O não pertencer...
Torna-me leve,
Ensina-me a ver.


Além.
De mim,
E do que sou.

Tudo é tão pouco,
Resta-me o ser.
Até acabar.



fall!ng.boY

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Personal Drunk Hell

Inferno pessoal,
A morte, que faz nos render e nos faz render e nos render faz, 

A sua própria mercê. Algo que jamais se esclareceu.

Quando decidir existir de verdade já será tarde demais,
E tudo será fim. Apenas um fim em si mesmo.
Homenagem póstuma...
Algo ou alguém especial que aqui jaz.

Sinto tudo tão longe de mim,
Ninguém dirá nada, mas ao fim tudo será sofrimento e lágrima.
Sua visão ao contrário, será apenas solidão mesmo que pareça feliz.
Tenho mesmo muito a pagar,
Mesmo que não saiba exatamente do que se trata. Estou enfraquecido.

E eu só queria uma vida decente.
Não percebo mais nada, não queria mais nada além disso. 
E que Deus,
Ele existe? Me ajude. Minha alma sobe ao céu.

Este é o final. 
A verdadeira dignidade. 
O alívio, 
Uma desculpa à finalmente não saber o que fazer com a tristeza. 

Um esforço físico para o fim.
 A maravilha do sacrifício.
Até que ele e tudo termine. 
E seja a resposta.
A vida ao fim é uma arte.
Tristeza e também vigor.


fa,,lling/b0y


 ps:. obrigado marcia m. c..


Uma homenagem a Marcos Carbonell (my adopted ex boyfriend) and Marcia Martins Carbonell (RIP) a vítima fatal do dia de hoje que o tempo nos trará consolo. Deus a proteja e ela nos proteja até o fim dos tempos e da nossa memória e do alzheimer.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Lights and Action

Bad news around, good news around.
Corra atrás do tempo antes que ele corra atrás...
Da porta.
Da vida.
Dos próprios medos.
E dos segredos... aquilo que ninguém faz.


f@ll!ng..b0Y

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Banal

Dizem sou banal no amor,
Sempre fui um sonhador,
Serei eu banal, na alegria?

Serei eu banal, na tristeza?
Pois então vou recomeçar,
Tentar ser diferente,
Buscar uma nova certeza.

Isso tanto me admira,
Pois só causa desamor,
Causa dor, causa ira,
Pelas coisas que acredito.

Mesmo que eu saiba...
E que isso não me caiba,
Não ficarei aflito.

E mesmo que isso fira,
Sei que sou batalhador,
E que isso tudo é mentira.





fall!nG.B0y


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Precisamos acalmar, tranquilizar,
Ter a coragem de precisar partir...
E saber voltar. 
Ser diferentes pra si mesmos... para os outros não só outro.
Quando precisarmos correr, saber parar. E não esquecermos também de sorrir.
Não sofrer. 
Sentir a liberdade, ser um novo recomeço, aprender a sentir.


f@LL!ng.B0y

quinta-feira, 6 de março de 2014

GESTÃO DO CONHECIMENTO E O CAPITAL HUMANO

Uriel Battisti

Segundo (Mertins et al., 2003, p. 8-9):

Gestão é de importância essencial em qualquer conceito de Gestão do

Conhecimento. Ela determina o caminho de estratégias [...] e indica se os

alvos dessas estratégias foram atingidos. Gestão pavimenta o caminho de

uma cultura corporativa baseada no conhecimento. [...] A gestão poderia

facilitar um manuseio do conhecimento mais ‘eficiente’ ao promover

atividades autônomas dos seus empregados, comunicação aberta e

treinamento. (tradução minha).

Segundo Nonaka e Takeuchi, há basicamente dois tipos de conhecimento: o tácito

e o explícito.

O conhecimento tácito está com as pessoas e que não está formalizado em

meios concretos. Já o conhecimento explícito é aquele que está registrado e que

pode ser armazenado de alguma forma. Conhecimento tácito é representado

por aquele que o indivíduo formou durante as experiências que viveu, condiz às

suas habilidades, ou seja, o que não pode ser expresso em palavras, pois está na

cabeça das pessoas. De acordo com Nonaka e Takeuchi (1997, p. 97):

O conhecimento tácito é fonte rica e inexplorada de novo conhecimento.

Eles ressaltam que algo fundamental no conhecimento é a distinção entre estes

dois tipos de conhecimento e que o segredo para a criação do conhecimento está

na conversão do conhecimento tácito em explícito. A partir da utilização desse

conhecimento não registrado e baseado na experiência e dessa conversão é que

nasce a Gestão do Conhecimento.

Segundo a definição dos próprios autores:

O conhecimento é tácito e também explícito. É um produto social, gerado pela

interação íntima entre as pessoas. O conhecimento deve ser gerado, portanto em

um ambiente verdadeiramente empático, onde as pessoas importam-se com as

experiências individuais genuínas. (Nonaka e Takeuchi, 2004, p.119).

Para Bukowitz e Williams (1999) (apud Mertins et al., 2003, p. 49)

As quatro atividades: adquirir, usar, aprender e contribuir designam a rotina

diária na relação com o conhecimento. Melhorando essas atividades, a reação

da ‘empresa’ às demandas do mercado é aperfeiçoada” (tradução minha).

A Gestão do Conhecimento deve ser um instrumento auxiliar do conhecimento

organizacional: ela deve ser utilizada de forma estratégica, criando rotinas com

relação ao conhecimento e aplicação dele com relação a si mesma e ao mercado.

Essa gestão deve servir para compreender a demanda de conhecimento que

existe dentro da empresa e deve responder a quatro questionamentos essenciais:

1. Como esse conhecimento é aplicado?

2. Onde como surge esse conhecimento?

3. Como esse conhecimento é armazenado?

4. Onde e como esse conhecimento foi gerado?

Fig. 1 – Adaptação - Perspectiva da demanda do conhecimento (Mertins et al.,

2003, p. 32).

A demanda de conhecimento deve sempre estimular e promover a criatividade e a

aprendizagem. Ela deve ser uma ferramenta a serviço das pessoas e da empresa,

um instrumento de auxílio na construção da cultura organizacional.

O capital humano é a engrenagem que move as organizações, move essa

construção e essa demanda por conhecimento: ele representa seu maior

patrimônio. A criatividade na resolução de problemas e na melhoria de

processos pode transformar a capacidade potencial da empresa em capacidade

real. A criação do conhecimento organizacional é um processo interminável que

se atualiza constantemente. [...] Dentro da organização, o conhecimento que

se torna real [...] pode precipitar um novo ciclo de criação do conhecimento.

(Nonaka e Takeuchi, 1997, p. 101).

A gestão do conhecimento auxilia as empresas, através do conhecimento

organizacional, a melhorar processos. Para que a melhora de processos ocorra,

existem ferramentas como: mapeamento de competências, mapeamento de

processos, melhores práticas, portais corporativos, bases de conhecimento,

narrativas, reuniões, murais de recado, caixa de sugestões, normatização

e padronização de documentos, entre outros exemplos. Algumas destas

ferramentas possuem fácil utilização e podem proporcionar resultados

expressivos.

Estimular o conhecimento é o primeiro passo para a Gestão do Conhecimento

aconteça. Segundo (Campos, 2013, p. 16):

O conhecimento das organizações fica, em sua maior parte, na cabeça dos

seus colaboradores. [...] A Gestão do Conhecimento trabalha no sentido de

explicitar o conhecimento das pessoas, transferindo-o para suportes ou mídias

compartilháveis. A Gestão do Conhecimento busca estimular a criação, a

captação, a organização, a difusão, o uso e a exploração do conhecimento

organizacional.

A maior vantagem deste tipo de gestão é entender que ela é focada nas pessoas,

no humano. Implantar a política de que todos têm algo a oferecer em suas

experiências e idéias, de forma livre e aberta independente de qual seja a área

em que atuem, é algo positivo. Estas citadas acima são algumas ferramentas

pelas quais se podem levantar problemas e soluções, compartilhar conhecimentos

e possibilitar melhorias em processos de trabalho ou outros elementos. A

gestão do conhecimento, da mesma forma que a Arquivologia, tem um caráter

interdisciplinar que envolve profissionais de diversas áreas que devem estar muito

bem articuladas para que a gestão funcione efetivamente.

Assim, a Gestão do Conhecimento pode ser um instrumento que facilita os

processos pelos quais esse conhecimento é criado, compartilhado, utilizado e

aplicado dentro da organização.

É necessário desmistificar esse termo, de forma que as pessoas possam

compreender melhor o que se propõe com a gestão do conhecimento.

Ela é pensada para ser construída pela experiência das pessoas e pelo

compartilhamento do conhecimento para o bem comum e que muitas vezes, é

entendido como perda de poder frente às outras pessoas. Esse compartilhamento

pode, com o auxílio da gestão do conhecimento favorecer a interação entre as

pessoas, o crescimento individual e o crescimento da própria organização.

Na gestão do conhecimento o conhecimento individual deve ser socializado, de

forma que gere novos conhecimentos, e esses novos conhecimentos possam ser

um fator de melhoria nas atividades organizacionais. A gestão do conhecimento

é importante, pois possibilita às organizações conhecerem o que possuem

de informação e conhecimento: o que é útil e o que pode ser descartado,

além de criar uma dinâmica entre os dois tipos de conhecimento, o tácito e o

explícito esclarecidos por Nonaka e Takeuchi, gerando um ambiente de trabalho

colaborativo e focado na experiência e na inovação.




REFERÊNCIAS



CAMPOS, André, L. N., Modelagem de Processos com BPMN. Brasport Livros e

Multimídia Ltda., Rio de Janeiro, 2013.

MERTINS, Kai, HEISIG, Peter, VORBECK, Jens. Knowledge Management:

Concepts and Best Practices. Springer-Verlag. Berlin, 2003.

NONAKA, Ikujiro, TAKEUCHI, Hirotaka. Criação de Conhecimento na Empresa:

Como as Empresas Japonesas geram a Dinâmica da Inovação. Editora

Elsevier. Rio de Janeiro, 1997.

NONAKA, Ikujiro, TAKEUCHI, Hirotaka. Gestão do Conhecimento. Bookman

(tradução de Artmed Editora S. A.) Porto Alegre, 2004.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Simplicité

Quando estiveres no topo,
E fores a força e o comando,
E buscares ser especial,
Verás que iguais a ti haverão muitos.

Então ser melhor e único é não almejar nada,
Todo o propósito ao fim é igual,
Busques a simplicidade do ser.



f@ll!ng.bOy

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Loneliness Pills

Triste mas verdade,
Absurdamente.

As coisas mudam de lugar,
Tudo que era simples vira pó.
E tudo o que não queres...
É ficar só.



..FALL!NG.BOY

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

AS NOVAS TECNOLOGIAS E A ARQUIVOLOGIA: A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DOCUMENTAL E AS IMPLICAÇÕES DA ISO 30300

Uriel Battisti
Francine Bergenthal


Introdução

A necessidade de localizar e obter informações e/ou documentos é atualmente percebida como um desafio para instituições públicas e particulares. Para além da grande quantidade de documentos existentes (produzidos e recebidos) nos acervos documentais, independente da idade e utilização do arquivo, apresenta-se também como um entrave a sua organização. Os critérios arquivísticos não são utilizados e, por vezes, sequer conhecidos, de modo que há uma necessidade latente de ressaltar hoje a importância da aplicação do gerenciamento documental.
O trabalho metódico e profissional a ser implementado nos acervos deve otimizar o acesso às informações, diminuindo seu tempo de busca e/ou recuperação. É exatamente neste ponto que o profissional da área da Arquivologia deve atuar; munido das ferramentas essenciais para que a realização do trabalho estrutural seja realizado de forma eficaz e orientado de um conhecimento teórico que justifique o mesmo.
A partir dessa problemática, o presente artigo tem o intuito fundamental de abordar o tema da gestão documental, de forma conceitual e segundo a legislação vigente. Em um segundo momento, a discussão permite a introdução a ISO 30300, que apresenta-se como a norma pensada para a padronização de sistemas de gestão de documentos de arquivo, e contém os fundamentos e o vocabulário normalizados para a sua implementação.
Desta forma, pretende-se que o trabalho documental seja compreendido de forma mais ampla, como ferramenta pensada para auxiliar na construção de um trabalho arquivístico: feito sobre a produção documental e pensado para a construção orgânica de um sistema de arquivos.

1. Gestão Documental
O intenso desenvolvimento tecnológico tem proporcionado profundas mudanças na maneira como vivemos, nos relacionamos e trabalhamos. Este novo e dinâmico cenário faz com que cada vez mais sejam criadas demandas de produção, uso e armazenamento de informações, o que acarreta em massas documentais acumuladas em diversos suportes e levanta questionamentos a respeito de como realizar o gerenciamento da diversidade destas informações criadas.
Na ciência arquivística existe a área de gestão documental, vista como um conjunto de procedimentos e operações técnicas pensadas para organizar o fluxo das informações, registradas nos mais diversos suportes físicos e digitais, que são produzidas em uma instituição na realização de suas ações. A área é pensada como a possibilidade de realizar a otimização, racionalização e eficiência na recuperação da informação, bem como a preservação e o acesso da mesma.
No que diz respeito à área legislativa, também é possível encontrar conceitos e orientações para a prática de gestão. No caso brasileiro, gestão documental está amparada e definida pela Lei 8.159 que a define como

o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de documentos em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento (BRASIL, 1991. art 3°).

Segundo Heredia Herrera (1993, p. 177), a Unesco também apresenta uma definição de gestão, sendo esta uma parte do processo administrativo. A gestão documental exige a investigação e a compreensão do fluxo informacional. A compreensão do fluxo de informações e tipos documentais gerados em uma instituição se inicia, por sua vez, com a compreensão do ciclo de vida dos documentos que são produzidos, isto é, as etapas que o documento passa desde a sua produção até a sua destinação final, podendo ser eliminado ou mantido forma permanente.
Uma outra etapa, também importante, é a definição de uma política de arquivos, ou seja: a definição de estratégias para o planejamento, a implementação de um programa de gestão e a garantia de que este processo de trabalho tenha continuidade. A definição de uma política de arquivos e de seus procedimentos torna necessário um estudo criterioso da instituição a qual esta se destina. A compreensão do contexto de inserção das novas práticas demanda o reconhecimento das suas estruturas e organograma, do seu funcionamento e, por fim, no que consistem as suas atividades.
A partir dos três pontos mencionados visa-se entender como se constrói o fluxo de informações, o ciclo de vida dos documentos e a política de arquivos da instituição. Desta forma, são criados os subsídios que possibilitam a elaboração de dois instrumentos fundamentais da gestão documental: o esquema de classificação e a tabela de temporalidade.
Segundo Sousa (2007, p.115) “a classificação é uma representação da realidade”, deve refletir as funções e atividades do órgão produtor, além dos níveis de hierarquia. Gonçalves (1998, p.12), por sua vez, entende que “a classificação é, antes de tudo, lógica: a partir da análise do organismo produtor de documentos de arquivo, são criadas categorias, classes genéricas, que dizem respeito às funções/atividades detectadas”.
Na construção destes dois instrumentos, a avaliação tem também um papel fundamental, pois, objetiva a identificação dos valores primários (administrativo, jurídico e fiscal) e secundários (probatório, informativo) dos arquivos. Por meio da junção e entendimento destes valores são selecionados os critérios e ferramentas para definir e estruturar prazos de guarda e destinação final dos documentos. Estas informações são essenciais para a construção da tabela de temporalidade, de modo que

Os valores primários ou imediatos relacionam-se ao motivo que determinou a produção do documento, considerando seu uso para fins administrativo, jurídico-legal e fiscal. Os valores secundários ou mediatos relacionam-se ao potencial do documento como prova ou fonte de informação para a pesquisa em qualquer área do conhecimento (urbanismo, meio-ambiente, história, clínica médica etc.) (BERNARDES, 2008 p. 35)

A partir da elaboração dos instrumentos de pesquisa é possível promover a gestão documental de forma mais efetiva e adequada, bem como a implementação de sistemas de arquivo e a aplicação, quando necessário e/ou possível, de tecnologias da informação para o gerenciamento adequado dos documentos.

2. ISO 30300
Após um panorama a respeito do que consiste a gestão documental, torna-se imperativo apresentar a ISO 30300. Esta consiste na norma pensada para a padronização de sistemas de gestão de documentos de arquivo e contém os fundamentos e o vocabulário normalizados para a sua implementação, definindo o sistema gestão como

conjunto de elementos inter-relacionados ou que interagem numa organização com o fim de estabelecer políticas e objetivos, bem como os processos para os alcançar (Caderno BAD - ISSN 0007-9421 - p.8)

O sistema é pensado para permitir que os usuários tenham acesso aos dados de maneira organizada, segura e ágil, reduzindo o tempo de busca de informações e aumentando a produtividade. Podemos citar como benefícios dessa norma em uma sistemática de gestão de documentos os seguintes pontos:

a) Levar a cabo, de modo eficiente, as atividades da organização e a prestação de serviços,
b) Cumprir com os requisitos legais, regulamentares e de prestação de contas,
c) Otimizar a tomada de decisão, a consistência  operacional e a continuidade do negócio,
d) Facilitar o funcionamento efetivo de uma organização em caso de desastre,
e) Proporcionar proteção e apoio nos litígios, incluindo a gestão dos riscos associados com a existência ou não de falta de provas de uma atividade organizacional,
f) Proteger os interesses da organização e os direitos dos empregados, dos clientes e das atuais e futuras partes interessadas,
g) Suportar as atividades de investigação e desenvolvimento,
h) Apoiar as atividades promocionais da organização e
i) Manter a memória corporativa ou coletiva e apoiar a responsabilidade social.
(Caderno BAD - ISSN 0007-9421 - p.13)

O desenvolvimento da ISSO30300 nada mais é que uma ampliação pensada a partir da ISO 15489. Ela incorpora todas as boas práticas já estabelecidas pela mesma, que trata sobre as generalidades da gestão documental.

Considerações finais
Produzir e acumular informações na forma de documentos se tornou uma atividade fundamental em uma sociedade contemporânea pautada pela dinâmica das novas tecnologias. Entretanto, não é possível guardar tudo o que recebemos ou produzimos, mesmo em meio digital, em face tanto do ponto de vista de espaço físico quanto do custo de armazenamento. Desta forma, nos deparamos com a necessidade de gerenciar informações, separando o que é importante para o desenvolvimento de nossas funções e atividades do que não é importante ou que já cumpriu sua finalidade para ser descartado.
Por meio de políticas de gestão documental é possível tratar os documentos desde o seu nascimento até a sua destinação final. Isso ocorre em função dos procedimentos de Classificação, principalmente no que tange ao estudo de contexto, que gera maior visibilidade as funções e atividades do órgão produtor e proporciona o esquema de classificação; e de Avaliação, que define os prazos de guarda através dos valores atribuídos aos documentos, resultando na tabela de temporalidade, fundamental para os procedimentos de eliminação, evitando o acúmulo desnecessário de documentos e promovendo maior eficiência na recuperação da informação.
No que se refere à normatização de procedimentos de gestão documental, temos na ISO30300 a padronização de procedimentos para a realização de um sistema de gestão de documentos, elencando as premissas básicas para que um SGDA possa ser implantado de forma correta. Entretanto, para que esta norma possa ser aplicada, é fundamental que a instituição já tenha estabelecido políticas de gestão documental, ou seja, tenha aberto espaço para um profissional da área da Arquivologia.


Referências



BERNARDES, Ieda Pimenta. Gestão documental aplicada. São Paulo: Arquivo Público do Estado de São Paulo, 2008. Disponível em: <http://www.arquivoestado.sp.gov.br/saesp/GESTAO_DOCUMENTAL_APLICADA_Ieda.pdf> Acesso em: Setembro/2014.

BRASIL, LEI No 8.159, DE 8 DE JANEIRO DE 1991. Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8159.htm>. Acesso em setembro/2014.

CADERNOS BAD - Série ISO 30300 - Sistema de Gestão de Documentos de Arquivo - Lisboa: BAD, 2012. p. 8 ISSN 0007-9421.

GONÇALVES, Janice. Como classificar e ordenar documentos de arquivo. São Paulo: Arquivo Público do Estado de São Paulo, 1998.
Disponível em:

HEREDIA HERRERA, Antonia. Archivística general: teoría y práctica. Sevilla: Disputacíon de Sevilla, 1993. 512 p.

SANTOS, Vanderlei Batista dos; INNARELLI, Humberto Celeste; SOUSA, Renato Barbosa de. Arquivística: temas contemporâneos. Distrito Federal : Senac, 2007.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Seu amor já não é nada...

Viver é um caralho,
Enfiado na buceta,
Uma coisa sem medida,
Desmedida,
Overdose.

Afinal,
Sou uma puta,
Mesmo solitária,
E suicida.

Morta na beira da praia,
Morta de desejo e sexo,
Gozando meu pudor escondida.

Gemendo meu tesão já morta,
Numa noite já sem luz,
Já sem medida.

Beijando meu amor já distante,
Já sozinha e abandonada,
Vivo um amor, já solitária,
Já sem vida.

Meu amor já não significa nada,
Tudo apenas é memória,
Sempre finda e sempre acaba,
Mesmo assim sou infinita.


Sou apenas o desejo.




f@ll!nGB0y

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O vazio

Antes era o nada,
Agora continua,
O vazio do coração.

Antes e agora continua,
Agora o vazio,
É ainda mais vazio agora,
Continua.

O nada,
Agora é também nada,
E continua.

Antes e agora,
Continua,
O coração...
Vazio.

Era ainda,
E ainda mais,
Era o nada,
E é agora.

Ainda vazio,
E antes,
Ainda era...
E agora.

Do coração,
O nada,
Ainda continua.

Agora e antes,
Continua,
O vazio,
Que vem e vai.

Vai e volta sempre,
Ainda,
Mais e mais,
O vazio do agora.

Era do coração,
Sempre,
E agora...
É nada.

Mais,
Sempre,
Ainda,
Agora.

Vai e volta sempre,
O vazio que continua,
Agora,
Inevitável.

Para sempre,
Em mim,
Ainda mais,
Vazio.



Inevitavelmente assim somos, todos nós.
Decepções são cíclicas.



Para ler ouvindo - B-52's - Topaz

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A partida

Minha memória não é nada,
É apenas invenção,
Tenho eu penso... um passado,
Que é apenas invenção...

Solidão..
Nunca me senti tão bem.

Me senti sozinho,
E o céu que está cinza,
Agora e sempre...
Mesmo que haja sol isso é só o que vejo.

Aqui está o dia,
Que eu tanto esperei,
Ansiosamente...
As horas são traiçoeiras,
Mas tenho em mim um amigo.

Tenho apenas um coração,
Pronto para amar,
Amarrado a coisas que se transformarão em nada...
Até o dia em que tiver partido.

Alegrias são como o brilho do sol,
Partidas são como um eterno recomeço,
Até o dia em que serei completamente,
Eternamente esquecido.




fall!ng.BOy


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mãos Sujas

Vícios,
Nada vem à cabeça,
Mananciais infindos de insensatez,
Falsa tranquilidade.

Decisões,
Entre coisas que nada valem,
Nada servem,
Nada veem.

Procurar a prisão que é a liberdade,
Pensar teorias inúteis em direção ao infinito,
Onde jazem metástases belicosas de raiva,
Que insistem em transformar.

Sinto temor, e me atiro,
Por ver a beleza,
De tudo quebrado ao meu redor,
Com meus olhos fechados. 

Atropelei a humildade,
Adquiri com a vida, 
Nojos de falsidade,
Imensa mente perceptível da catástrofe nebulosa.

Revoltosa,
Em tudo o que está,
E também não está,
Em minha cabeça que teima, 
Em não parar.

Só meus olhos é que sabem ver,
Minhas mãos sujas e cansadas,
De tentar agarrar as compreensões,
Que fogem sem deixar rastros.



" I'm gonna jump on a crater, see you later...!"

Para ler ouvindo - B-52's - Lava




F@ll!ng.b0y

domingo, 30 de junho de 2013

Sempre Há Tempo...

Deixe ir,
Onde o amor estiver,
Lembre de quando tudo ao teu redor estiver a sumir,
E eu estiver contigo em meus braços,
Não haverá ninguém esperando,
De qualquer maneira.

Tão triste, teu coração incansável,
Aprende lições,
De que não há tempo suficiente,
Não há tempo para esperar.

Não questione,
Não há tempo que faça curar,
Que faça passar o sentimento do amor,
O sentimento,
De te acalentar em meus braços.

Não há ninguém esperando,
Enquanto vivo.
Enquanto vais,
É preciso não olhar pra trás,
Não há nada a seguir,
A não ser teus próprios passos.

E quando chega a noite,
E fechas teus olhos,
E dormes teu sono,
Toda escuridão se torna luz,
Quando abres teus olhos para a vida,
Para a alegria,
Para a imensidão do mundo,
Para tudo que ainda precisas viver.



fall!ng.b0y

sábado, 15 de junho de 2013

Regras Filosóficas sobre o Nada

A velocidade do medo,
Da ilusão,
A intensidade.

A calamidade do incerto,
Beleza do estar perto,
Preciosidade.

Se o passado é confusão,
O futuro é livro aberto,
É liberdade.




 


Fall!ng.b0y

sábado, 18 de maio de 2013

Mathemagic

Eu não sei ter amigos,
Será por não saber enxergar além de mim?
Não sei ficar longe do que sou.
As vezes é difícil recomeçar.
Por mais que se possa mudar sou assim.

Sinto saudade do que já passou,
Porém nada há de ser em vão,
Tenho tanto a dizer, mas só sei dizer não.
Vivo na escuridão,
Que parece não ter mais fim.




faLLiNG+B0y






"Feeling Ethereal"

terça-feira, 19 de março de 2013

Inocência, verdade ou identidade?

Vivo lutando contra a insensatez da vida,
Invenção, reinvenção da tristeza, loucura de todos nós um dia sentida.

Afinal somos todos loucos...
Não lembro mais do provérbio.
Todos talvez seja mentira.
Ou talvez isso devia soar como advérbio.

Queria acreditar nas coisas... mas sou muito ignorante... as coisas me transtornam.
Sou um ser profano, de inocência e de verdade.
E essa deveria ser a minha e a tua, sim a tua identidade.

As coisas são como são... me transformam.
Podem não perceber minha presença, mas acredito em minha força,
Sofro, em minha e em tua bondade.


Pense no horror, não me ouças.
Essa é nossa liberdade.

Sou sozinho, és sozinho o tempo inteiro.
Não podemos jamais pensar em nossa vida como dor e cativeiro.


Ela será sempre luz, mesmo que estivermos partindo.
Afinal se mesmo não for, tudo pode ser e é lindo.


A vida é a vida, é reinvenção e algemas.
Não podemos jamais fugir de nossa dor
Sobretudo nosso amor,
E nossas penas.




"Em homenagem à Cecília Meirelles, a dona de todo lirismo e todo tempo hoje e além."


O lirismo não pode ser só tristeza.





F@ll!ng.|30y

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Tons de Sépia

Estava aqui pensando, como conseguir algo que se deseja tanto?
Enquanto fumo um cigarro e bebo um vinho, vamos discutindo relações.
Não a nossa, óbvio, já desgastada.
A verdade é sempre muito interessante.
E a verdadeira conotação entre cruz e espada.

Já tive e tenho e sinto e busco e tento entender minhas emoções.
Concordo, meus dias ainda possuem uma cor,
Linda.
Mas ela está agora um pouco apagada.

O que fazer se é que há alguma solução?
Espero que o futuro e as surpresas do cotidiano não me tragam,
Não nos tragam espanto.
Apesar do amor...
E da dor nos levando em direção ao nada.



(em vertigem mental consequente e consciente...)

Para ler ouvindo: Television - Marquee Moon


fAll!Ng¨b0Y

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Preto e Branco

Foste único, me ensinaste a ser melhor.
Se eu também pudesse ser assim!
Como deixar de perceber teus sentimentos? Teu olhar?
Passei por loucuras intransigentes. Choros inevitáveis. Tua perda.
Algo que palavras não podem ainda explicar.

Se um dia isso passa, ainda não sei. Sempre guardamos a sete chaves nossos laços.
Tenho que buscar novos caminhos? Reaprender a amar?
Foste minha grande companhia.
Aprendemos juntos nossos passos.

Tivemos nossos tão secretos e lindos momentos.
Temos que encontrar novos espaços coloridos no preto e branco de nossas vidas,
Tentar acalmar nossa dor e os sofrimentos.



Uma homenagem ao nosso amado cão Thor.


" Happy, in the strawberry fields of dog's heaven, for ever..."






fall!ng.boY

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Às nossas dificuldades

Como podemos lidar com as perdas?
Com aquilo de mais lindo e importante que temos na vida e simplesmente se vai? Alguém de nós sabe explicar?
(Duvido que tenhamos toda essa certeza, vivemos eternamente na dúvida).
Nós mesmos somos passageiros, peço perdão pelo trocadilho infame, nos sentimos eternos. Uma imagem de Deus, tão divina e tão pequena.
É como dizemos, levam um... pedaço de nós, se vai, se arranca um pedaço do nosso coração. (Nem sei se nesses momentos ele de fato está aqui presente).
Lidar com o sofrimento alheio, ver isso acontecendo, nos torna tão ou mais sofredores. Ajuda a lidar com a perda.
Por que é preciso sofrer pra ser mais forte? Aprender a viver muitas vezes (sem nenhuma dúvida) é doloroso, nos faz ver o que não queremos. Ou não precisaríamos ver.
Dizem: não está mais aqui a razão... do meu existir.
Prendemos nossa vida à vida de outros e a tornamos razão da nossa existência. Me corrijam se isso não é verdade.
Afinal isso nos ajuda a nos convencer e a tudo (ou quase tudo) superar. Afinal se estamos aqui somos vencedores, abençoados, temos sorte.
O que devo fazer, o que devo fazer, como devo continuar?
Essa é a nossa grande (e eterna) dúvida.
Sinto arrancado de mim não meu coração, um pedaço do corpo, mas um pedaço da minha própria vida.
Saiba que por mais que imagines, penses, concluas, que o acaso te abençoe, tua vida não é tua.
Aprendamos a ser tolerantes. A felicidade é caminho que jamais termina, é aprendizado.
Momentos difíceis existem, mas a vida sempre continua!!!
Sejamos fortes, tenhamos coragem.
Aos que creem, Deus existe à nossa semelhança e imagem.
 
 
 
fall!ng.boY

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Como serão meus invernos

Como serão meus invernos, quando estiver em solidão?
Olho a chuva que cai e isso é bom, me faz lembrar nosso começo.
Deitado em minha cama me lembro.
Teus ensinamentos me foram um dom.
Novos dias e momentos virão. Porém sinto tua falta, agora, e de nossa história.
Me acompanham as lágrimas que choro. Como a chuva que cai lá fora.
Me sinto cansado e adormeço, mas ainda penso:
Fomos e ainda somos dois meninos sonhadores!
O sentimento perfeito é o vazio... e continuamos e lutamos a tentar preenchê-lo na vida com o amor e suas cores.






fallinG¨B0y

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Tuas próprias mãos, sempre

Deves guardar o silêncio. Em tuas próprias palavras.
Deixar de buscar o incômodo, realidade, mentira ou verdade, ficção que sempre inventas.
Pare.
Não seja injusto contigo mesmo, com aqueles que te amam, com aqueles que amas.
A alegria, a tristeza... acontece e passa e os designios acontecem sempre em segredo.
Como a chuva que molha a terra e some e não podes ver (mas ela está lá).
Não sejas violento contigo. Não sofras.
(Dizer isso é literalmente uma contradição em todos os sentidos que possas imaginar).
Mesmo que todos os indícios, ou como costumamos dizer: caminhos, se fechem aos teus passos.
Busca o impossível com a ajuda das tuas próprias asas, mesmo que enganes tuas crenças tão queridas (que podemos chamar de teus sentimentos).
Alcance o infinito, teu próprio infinito, pelas tuas próprias mãos. Sempre existirão felicidades.
Todas elas tem seu próprio gosto.
Tu, mesmo pequeno serás uma porta sempre aberta.
Admira com amor (e não esqueças) as cicatrizes do teu próprio rosto.

 

Para ler ouvindo: Tom Waits - Goin' Down Slow (The Early Years - Volume 1)





fall!ng.|.b0y

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Novos Ares

Tanta delicadeza sinto... em novos recomeços.
A chuva vem, e lava tudo o que ficou pra trás.
Uma nova vida? 
Sim e não. 

Um momento que vai além e apenas continua.
Os anos passam, os ciclos se repetem.
Ser humano é sempre estar pronto para o novo, 
E mesmo que este novo seja sempre o mesmo...

Temos que ser bravos, 
E corajosos. 
Felizes, intensos, incansáveis,
E generosos.

Buscar uma nova forma de ver as coisas, sinto...
Mesmo com levantes e tropeços.
Se tudo renasce e se renova,
Temos que estar prontos a aceitar e a renascer sempre,
Nossos passos,
A nós mesmos.


Eis um novo ciclo, 
Uma nova oportunidade de sermos,
Quem sempre fomos,
Tudo o que amamos e somos,
Nós mesmos.



Desejos de renovação, alegria, entusiasmo e amor pela vida!






f@ll!ng.b0Y

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A alegria dos sozinhos

Alegria de se estar sozinho?
Sinto uma tristeza inexplicável!
Estou aqui, inconsolável,
Um céu negro paira sobre mim.

Tanta dor, tanta incompreensão,
Lutar sem forças traz só desilusão,
Um sentimento apenas...
Sem fim.

A quem se reserva julgar,
Sem ao menos conhecer,
Tem olhos que que não sabem ver,
Que não entendem a verdade!
Que não sabem enxergar.



Para ler ouvindo - Live - Operation Spirit




FAll!Ng.bOY







quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Freedom Number Seven

Confiar em si mesmo,
Querer viver,
Viver a vida bem.

Quebrar regras,
Acredite,
Todas as regras.

A liberdade pode ser sim, transgressora.
Rebelde,
Sem limites!

Eis uma palavra que desconhece significado...
Não possui temor nem lado.






faLL!ng}{b()Y

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Alucinações sobre o Nada, ou Berenice

Uma mulher exclusiva e incensada. Uma hipster da  poesia e agricultura.
Eu, Berenice, a bipolar, a original, a pura!
Muito prazer. Enchantée.

Começo assim, inspirada e catastrófica:

Eu, Berenice Agricultora:

Com esse sol cheio de glamour eu queria me bronzear até ficar vermelha. Estar na praia e virar croquete de areia, comer frango embaixo do guarda-sol.
Ou talvez ser a louca desvairada do mato. Brincar de campeonato!
Comer cogumelos alucinógenos e pitangas radioativas, fumar manjericão até ter uma bad trip, ou beautiful, sei lá. Tô meio confusa.
Sou uma versão mentirosa de mim mesma, certamente.
Enfim. Tudo que é bonito me comove.
Preciso me distrair um pouco da realidade, preciso algo que me renove.
Vou incorporar na dança da manivela enquanto fizer o ritual de purificação da farinha. Vou ser a diva de uma seita vegetariana qualquer e arrasar na cozinha.
Vou ser a fina flor da nobreza.
Virar amazona do agreste cavalgando porcos. Vou puxar as tetas das vacas. Estar em contato com a natureza.
Sempre sonhei em ter uma vida bandida capinando. Já imaginaram ter uma plantação de cenouras para sonhos eróticos? Ou ser uma pistoleira de mandiocais?
Vou me jogar no rio pelada, nadar em rumo ao nada, penso eu. Me afogar. Fazer coisas legais.


Termino assim, repetitiva e escatológica:

Eu, Berenice Poetisa:
(inspirada em Hilda Hilst)

Numa linda tarde sombria,
Na aldeia de Jancacú,
Nascia um lindo menino,
Com o lindo nome de cú.

Aos nove anos de idade,
Inteligente, pra chuchu,
Todos se admiravam,
Com a inteligência do cú.

Aos dezoito anos de idade,
Na carreira militar,
Com muito esforço e esmero,
O cú começou a brilhar.

Numas daquelas batalhas,
Aquela, de Jaburú,
Veio uma flecha perdida,
E furou o olho do cú.

No dia do seu enterro,
O General Jancacú,
Leu uma prece comprida,
Enfiou uma vela no cú.


PS:. Estou encantada comigo mesma. Isso é tudo. Preciso me acalmar da overdose de lirismo antes que seja tarde demais. Nada é o que parece ser.
Hoje estou altamente poética. Não vá se contaminar.




"Para ler ouvindo: Guns n' Roses - Welcome to the Jungle"




fall!n.G.b()y



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Freedom Number Six

Não existe amor...

Mais sincero,
Do que ter,
Ou dar liberdade.

Que ela seja realidade,
E que comece comigo.

Devemos pensar nossa transformação,
Cuidar da própria sorte.

As coisas mudam.

A vida é tudo!
A vida é forte.







fall!ng~b0y

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Incompreensível ou Não

Às vezes,
As coisas tem uma forma.
Ininteligível...
Incompreensível, mas o que importa?

O que conta,
No final,
É que mesmo que demore,
Elas mudam pra melhor,
Mesmo.

Mesmo!
Quer encontremos uma razão,
Ou não.
Basta viver. Elas acontecem.


A alegria não tem mistérios!





faLL!nG>>b()y

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ponto Final

Sou um ponto que dá fim às frases,
Mas sou arredio,
As vezes, bem de vez em quando,
Eu me rebelo!

Dou um jeito de sumir e continuo,
Me torno maior...
Coloco em mim novas idéias e volto à aparecer!
Na verdade queria ter nascido vírgula,
E saber organizar meus pensamentos.


Não queria nunca ter que ser um ponto final...
Pontos finais não sabem ser alegres.






FALL!NG.B0Y

domingo, 11 de novembro de 2012

Redes Sociais: as novas perspectivas dos arquivistas e dos arquivos através da informação e da presença digital.



Uriel Battisti


Nossa vida na internet é algo a ser celebrado.

A tecnologia é algo instigante e a vida conectada é psicologicamente poderosa, pois ela

modifica quem nós somos e muda nossos hábitos. Muitas das informações que

acessamos e muitas das nossas relações sociais estão cada vez mais inseridas no

mundo virtual. E nós as buscamos de acordo com nossa curiosidade, necessidade ou

Além da migração de nossas relações para um campo diferente, também o

conceito de informação deve ser compreendido em outro nível: conjunto de dados que

constitui uma mensagem, ele vai muito além da tecnologia. Devem-se levar em

consideração os elementos humanos que esse conceito tem agregados, ou seja, as

pessoas que o geram. Ela é feita por pessoas e para as pessoas.

Por ser um termo que está em constante definição é que ela se relaciona também

com outros campos do conhecimento. Na busca de uma delimitação do seu escopo e do

seu alcance, do seu campo de atuação, ela nasce em torno dos primórdios do capitalismo

e da Segunda Guerra Mundial. A Ciência da Informação se cria através da necessidade

de se lidar com a grande quantidade de informação gerada por essa guerra e da

importância que essa informação adquiriu naquela época.

Com o auxílio de várias teorias e campos do conhecimento construídos e

originários de outras ciências, em um trabalho interdisciplinar, ela lida com vários tipos de

informação nos mais diversos suportes e a estuda como um fenômeno social e

profissional. A Ciência da Informação lida com a informação desde a sua gênese até a

sua transformação em conhecimento.

“Semelhante a algumas outras áreas científicas interdisciplinares, a ciência da informação

possui as raízes embrionárias nesse período histórico, mas é na década de 60 que são

elaborados os primeiros conceitos e definições e se inicia o debate sobre as origens e os

fundamentos teóricos na nova área, período em que identificamos marcos, na tentativa de

melhor demarcá-la, assim como de estabelecer relações interdisciplinares com outros

campos do conhecimento e vislumbrar qual a atuação dos também novos profissionais”

(RIBEIRO PINHEIRO, 1995).

Dando um passo além da informação como conceito e como ciência, partimos para

o conceito de sistema. Atualmente, entende-se que um sistema de informação seja algo

tecnológico. Necessário para operar aparelhos onde esteja envolvida a informação nos

mais diversos níveis: celulares, computadores, caixas eletrônicos, etc. No entanto, o

termo Sistema de Informação é muito mais amplo do que apenas a tecnologia em si.

“Sistema de Informação pode ser [...] definido como um conjunto de recursos

organizados, tais como: materiais, software, pessoas, dados, processos e procedimentos

(Reix, 1998 – tradução minha)”. O conceito de sistema em síntese é proveniente de uma

teoria antiga da Biologia; esta ciência humana que define nosso corpo também como um

conjunto de sistemas.

Basicamente, um sistema de informação deve ser uma entidade capaz de realizar

quatro atividades: recolher, armazenar, processar e transmitir dados e informação (Diaz,

2010). Ele deve também estar apto a trazer para os usuários informações que ajudem na

tomada de decisões. Devem também aumentar as vantagens competitivas que resultam

da sua utilização. (Piattini, 2000).

“Um sistema de informação é a integração de três componentes [...]: o humano, o

organizacional e o tecnológico. A partir disso a informação apresenta três níveis: O

primeiro são os dados que podem ser processados por alguma aplicação. O segundo é a

conversão desses dados em informação, que deve ser interpretada e analisada corretamente

pelo usuário/indivíduo; e por terceiro e último, a informação se torna conhecimento quando

o usuário entende, [...] e utiliza essa informação [...]. (Reyes, 2004 – tradução e adaptação

minha)”.

Relacionando a questão da informação às redes sociais: o Facebook é a rede

social mais conhecida da atualidade e funciona como parte de uma estrutura pensada

para alcançar aos seus usuários mais efetivamente do que qualquer concorrente.  Ela é

uma ferramenta relativamente recente: criada em 2004 e registrada no Brasil em 2007,

esta rede social é o grande exemplo de um sistema integrado de informação.

Temos dentro dela a criação de comunidades, por exemplo, algo que pode ser

visto como tentativa de reunir pessoas em torno de algum interesse ou objetivo comum.

Além das comunidades serem algo fluido e terem diversas possibilidades; elas podem

atingir os mais variados públicos e potenciais usuários: todos aqueles que estejam

interessados em sua informação.

Rede social também bastante notória, o Twitter é que um blog onde o usuário,

através de um perfil pessoal, tem 140 caracteres para compartilhar opiniões, aproximar

pessoas com interesses em comum, publicar notícias. Nessa rede social a informação

também é a matéria-prima. As atualizações são exibidas no perfil de um usuário em

tempo real e enviadas a outros usuários conectados a ele.

Vista a possibilidade das redes sociais agirem como instrumento agregador e

difusor de informação, cabe ao arquivista saber tirar proveito disso. Aproveitar a

potencialidade que este espaço representa, agindo como um profissional especializado da

Ciência da Informação. Alguém que pensa e age de forma renovada e vai em busca do

 Um estudo recente revela que a maioria dos usuários pesquisados em mídias

sociais a vêem como um meio de comunicação mais utilizado, mais dinâmico, e até mais

interessante que a televisão, que o rádio ou até mesmo blogs ou meios mais tradicionais

e estáticos. Justamente por essa realidade, tanto o Facebook quanto o Twitter tem estado

à frente e se estabelecido como autênticos líderes das redes sociais. Eles são acima de

tudo ferramentas que podem servir como auxílio na aquisição de novos conhecimentos,

na formação de opinião e na divulgação de trabalhos e de iniciativas.

Redes sociais possibilitam um intercâmbio informativo ativo e contínuo entre

pessoas e instituições, pois são um sistema aberto e em permanente

construção/alimentação. Nelas a informação se cria, se expande, pois é compartilhada e é

utilizada para os mais diversos fins. As redes contribuem para a democratização da

informação, pois mesmo que a comunicação se faça de forma individual, esses tipos de

canais são muito participativos e interativos e a informação, seja ela qual for, está

continuamente circulando e sendo vista.

Nas redes sociais, Facebook ou Twitter, as comunidades virtuais ou tweets, são o

que se torna um espaço agregador de usuários. As mensagens que cada usuário

compartilha na rede, promovem uma interação criativa entre pessoas e podem ser

entendidos como um espaço virtual de convivência e de interação, de compartilhamento

de informação. Exatamente pelas possibilidades positivas que a construção de espaços

de interação como estes representam é que o Arquivo deve buscar se reinventar e se

fazer presente também neles. Arquivistas também devem estar presentes: como gestores

da informação armazenada e passível ou possível de ser compartilhada pelos arquivos.

 Ter a opinião dos usuários quanto à presença dos arquivos nas redes sociais é

fundamental. Para estar em sintonia com a evolução da informação é preciso que os

arquivos se façam presentes; para agir através das necessidades de informação da

sociedade, ou mais especificamente dos interesses informacionais que cada indivíduo

possui e que estão em constante mudança.

O arquivo presente na esfera virtual deve também pensar como a informação pode

ser útil e como através dela se podem criar e estabelecer novas necessidades ou

perspectivas. Um questionamento importante é: de que forma podemos utilizar a gestão

dessa informação no entorno digital ao nosso favor?

Isso exige um empenho em nossa formação profissional buscando a adoção de

novos métodos de trabalho e novas visões. Vendo a forma dinâmica como as redes

sociais funcionam, a presença do arquivista e dos arquivos nestas redes sociais é algo

cada vez mais fundamental.

A divulgação de conteúdos relacionados com o trabalho arquivístico e a visibilidade

que isso representa no trabalho que é realizado, muitas vezes de forma oculta dentro dos

arquivos, pode se traduzir em uma ótima mudança de abordagem. Isso sem mudar o foco

que continua sendo o favorecimento do acesso à informação.

Ótima por que sai do enfoque tradicional no trabalho dos arquivistas e essa

presença nas redes sociais que não deixa de ser um estímulo que pode nos trazer novas

oportunidades profissionais. A informação tem grande potencial de valor para as pessoas

que tem contato com ela: seja utilizando-a em seu benefício, ou em benefício de outros.

Mesmo com esse panorama favorável, lidar com ela nos traz desafios. A

popularidade das redes sociais tem aumentado nos últimos anos e isso é algo a ser

levado em conta.

Porém infelizmente a presença dos arquivos estabelecida através das

comunidades virtuais ainda é algo restrito e feito através de iniciativas isoladas. Isso

também somado ao fato de que toda informação gerada por eles é compartilhada e

circula apenas dentro de grupos fechados.

Quando a antropologia concebeu a teoria das redes sociais a internet ainda não

existia. Uma teoria pode ser a que o homem constrói a sua forma de relacionar-se

virtualmente baseando-se na forma que faz isso em seu cotidiano, na vida real. É preciso

estar atento às possibilidades de se tirar bom proveito disso; bem como estar cientes da

potencialidade das redes sociais para nos ajudar, como profissionais da informação, a

construir novas formas de relação entre os arquivos e as pessoas.

Uma informação bem direcionada pode auxiliar na identificação coletiva dos

usuários em torno de uma atividade ou de um objetivo comum. Ela serve como uma

chave para satisfazer o usuário. Para tornar isso possível, precisamos de uma mudança

na concepção de uso que o arquivo faz da informação que ele próprio gera e disponibiliza.

O arquivo a partir dessa perspectiva se torna um repositório que não somente guarda,

mas que disponibiliza e democratiza seu conteúdo, tornando-se mais visível.

É necessário que se permita a inclusão de redes sociais nos processos de trabalho do

arquivo. Que se pense na divulgação e no compartilhamento de informações que sejam

de utilidade pública ou de interesse comum como um ato de visibilidade. Já se tem visto

muitos exemplos de arquivos e de associações profissionais se unindo e fazendo bom

uso das redes sociais: grupos ativos, mostrando sua existência e sua inserção na

sociedade, mostrando que muito trabalho está sendo feito e que existem boas iniciativas

acontecendo com relação aos arquivos e ao trabalho arquivístico. O uso e o alcance da

informação podem ser maiores e melhores, mais efetivos, se esta se projetar para fora do

seu próprio espaço.

Temos que ser capazes de fornecer valor agregado a essas atividades e saber

explorar a capacidade das redes sociais como fontes de informação especializada,

direcionada a grupos específicos. Adequando os serviços ao ambiente virtual é possível

atrair que o arquivo aja como um ente promotor: atraindo a atenção dos usuários

tornando-o um espaço de divulgação de atividades.

Oferecendo, por exemplo, atividades práticas como: workshops, oficinas e

palestras, fazendo a divulgação de atividades culturais referentes aos arquivos,

oferecendo serviços de consultoria, criando atividades voltadas a pesquisadores e

estudantes da área ou de áreas afins, etc. A informação no entorno virtual pode propiciar

a criação de um espaço de trabalho profissional conjunto e colaborativo. Um espaço que

serve para a criação e a implementação de idéias. Um lugar onde pode nascer a

Todo esse empenho em aumentar a visibilidade e a inserção dos arquivos e das

suas atividades no entorno virtual podem se valer do poder viral que a informação possui

neste meio, tudo nele acontece muito rápido. Isso sem necessitar de grandes esforços

para que ela seja posta em circulação.

Temos para isso um detalhe importante que joga em nosso favor: a vantagem de

poder estar presente nestes meios e atrair a atenção das pessoas ou de investimentos

sem ter nenhum tipo de custo. Manter um perfil, seja ele pessoal ou profissional, no

Facebook ou Twitter, ainda é algo gratuito e é nisto que reside o valor agregado mesmo

que ele não possa ser mensurado.

A aproximação entre arquivos e potenciais usuários, feita de forma eficiente nesse

entorno só é benéfica e aproxima o arquivo ao feito de funcionar como elemento de

democratização da informação. Não deixa ninguém de fora e agrega pessoas que

estejam voltadas a um mesmo tipo de interesse. Isso só é possível incentivando a

participação e a interação do usuário nesses espaços.

Tanto usuários comuns como profissionais devem ser o público alvo das

intervenções dos arquivos nas redes sociais. O arquivo deve ser um foco de atenção e

saber criar novos interesses: da mesma forma que fazem outras áreas como a literatura,

a história, o design, a arquitetura, o jornalismo, ou qualquer outra ciência. Dessa forma

tanto o arquivo quanto os arquivistas se tornam mais presentes, mais reais, capazes de

oferecer informação como subsídio para o enriquecimento cultural, coletivo e pessoal,

atuando como transmissores de novos conhecimentos, fugindo de quaisquer consensos

com relação a si mesmos.

Nesse contexto o arquivista desempenha um papel fundamental: trabalha como

facilitador e gestor da informação que o arquivo possua em seu acervo, atuando a partir

de um novo enfoque de trabalho não mais focado na salvaguarda da informação.

As redes sociais têm a capacidade de socializar grupos de pessoas criando uma

identidade coletiva. Por isso estes grupos têm que ser considerados pelos arquivos como

um coletivo a mais a quem dirigir o seu trabalho: buscando um meio próprio de

comunicar-se e aproximar-se do seu público.

Eles dentro das redes sociais, agregando pessoas e buscando inovar é que

garantirão que ao longo do tempo se trilhe um novo caminho.

O arquivo deixa assim de ser um repositório passivo de informação, dependente da

busca de possíveis usuários, mas se torna independente e protagonista; se torna um ente

ativo e presente. Cria novos interesses e busca novos alcances, não só espera conquistar

aos usuários, mas já atua de forma presente no meio deles buscando novos meios de

A presença dos arquivos nas redes sociais são um passo importante para que o

arquivista seja um profissional renovado. Um ente facilitador, democratizador da

informação. Para que ele seja um profissional mais dinâmico e de forma mais visível a

união entre o arquivo e o seu público.

A Ciência da Informação ou a própria Arquivologia mesmo com a colaboração da

tecnologia, das redes sociais e do conhecimento científico ainda lidam com a mesma

matéria prima. Esta que ainda acontece e é construída na interação e na relação entre as

Para que o arquivo mereça agregar a si de forma ainda mais definitiva e especial a

perspectiva pós-custodial, focada em seu próprio conteúdo, na era digital, é necessário

que ele aja buscando novas ações e novas relações, novos paradigmas. São elas que

construirão o caminho das novas perspectivas dos arquivistas e dos arquivos através da

informação e da presença digital.


REFERÊNCIAS:



Diaz, B. (2010). La contribution de l’apprentissage interorganisationnel sur les

projets de systèmes d’information: une etude de cas. Université de Grenoble.

Info Escola. Ciência da Informação. Disponível em:

http://www.infoescola.com/informatica/ciencia-da-informacao/ - Acesso em

Out/2014.

Piattini, M. y. (2000). Advanced Databases: Technology and Design. Technology and

Design. Londres, Artech House .

Reix, R. (1998). Système d'information et management des organisations . Ed.

Vuibert Paris. 2éme Edition.

Reyes, L. M. (2004). Consideraciones teóricas sobre los sistemas de información.

Information Systems Journalism, 50-62.

Ribeiro Pinheiro, Lena Vania, Matheus Loureiro, José Mauro. Traçados e limites da

ciência da informação. Ciência da Informação - Vol 24, número 1, 1995.

Via Blog. O que é Twitter. Disponível em: http://www.viablog.org.br/o-que-e-o-twitter/ -

Acesso em: Out/2014.

Wikipedia. Teoria Geral de Sistemas. Disponível em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_geral_de_sistemas - Acesso em: Out/2014

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Às Luzes

Permanência de se estar,
É ficar em si mesmo.
É amar.
É sempre estar construindo...

Pontes em direção aos outros.
Luzes, no caminho, às vezes cegam.
Apenas vejo aquilo que quero,
Afinal, a escuridão sempre se torna dia.



faLL!ng.<|>.b0Y

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Castigado

Enquanto vive,
Na esperança do futuro,
É castigado pela culpa,
De tudo o que sonhou e não viu,
De cada coisa que sonhou em conquistar.


Não soube se arriscar,
E todo o sonho foi ilusão,
Transformou-se em perdedor,
Pouco a pouco...
Seu brilho se apagou,
No anseio de ganhar.





f@ll!nG..b0y

sábado, 3 de novembro de 2012

Exatamente

Atento à seus pensamentos,
Sem pensar no amanhã,
Um homem anda,
Pela calçada, na rua escura.

Exatamente no momento,
Em que outras vidas que desconhece,
Caminham na direção contrária,
E lhe olham nos olhos.

É um eternos solitário,
Descobrindo à si mesmo...
Em busca do amor,
Em busca de remédio para sua silenciosa dor.



falling#b0y

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Razões

Por fazer algo errado,
Por se arrepender, ou nem sempre.

De ter opinião,
Preconceito,
Defeito.
Ou qualidade.

De estar certo,
De estar perto,

De estar longe.

Ter a razão nem sempre ajuda a viver.



f@ll!nG°b0y

sábado, 23 de junho de 2012

Colors in Life

A palavra não preenche o vazio, somente a presença.
É etérea, não tem cor, nem forma.
Se transforma.
Existe por acaso uma vida sem cor?
Serei eu uma vida em branco?
Queria aprender a colorir palavras...
Como uma criança...

falling!b0Y

terça-feira, 22 de maio de 2012

Freedom Number Five

O mundo é imprevisível,
A sua beleza,
O assombro,

O conflito.

Estar prestes a cair,
Ou também a levantar-se.


Eis o mistério...



falling b0y

Para ouvir lendo - AC/DC - Soul Stripper

terça-feira, 15 de maio de 2012

Freedom Number Four

Dar forma ao pensamento infinito,
O essencial é o essencial e apenas.
Sentir...
E que isto,
Nunca perca o sentido.

Sentido de corpo e alma,
Leveza de espírito.


"A realidade é crítica, naturalmente. Uma tentação."

Para ler ouvindo:   Sonic Youth - Making the Nature Scene



fall!nG.B0y

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Freedom Number Three

Nunca fui livre,
Porém,
Sempre tive em mim o desejo,
De liberdade.

Há muito espaço em mim para a dúvida,
Mas sou completamente a vontade,
E o desejo,
De estar além.

A contagem do tempo é irreversível,
Ainda assim,
Luto pela vida.
E por não passar despercebido,
Neste mundo.

Em breve haverá alguém,
Que sequer lembrará das coisas que sinto.



falling¨¨*%*¨¨b0Y

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Freedom Number Two

Estar invisível,
No meio de tantos alguéns...
Sentir em sua alma,
 A liberdade.

De estar em paz,
De consciência livre,
Sereno,
Ter em si a calma.




f@ll!ng¨¨%¨¨b0y

sábado, 5 de maio de 2012

Freedom Number One

Número Um:

 Liberdade,
A liberdade é o silêncio,
O nada; é meu segredo,
Absoluto.
Sou eu e você.


fall!ng&¨¨)(_)(¨¨$b0Y

terça-feira, 27 de março de 2012

After All

Nobody pays attention to what's worth,
If you feel blind, you can think:
Nothing's really good when it's left behind.

Talking to yourself is a virtue,
Better than talking to an absent audience.

A violence,
Feel like a lonely actor, pretending to be loved.
After all you're alone, you're sad.
You're dead.

Nobody pays attention to what's worth.


Falling|+|Boy =\

sexta-feira, 23 de março de 2012

Rumores

Realmente quero estar contigo,
Mas me sinto tão cansado, por coisas que não sei explicar.
Apenas por não te alcançar. E me sinto tão pequeno.
Me dedicar ao meu modo, e ser apenas mais um.
Entre tantos.
Às vezes imagino, isso é tudo que posso ser.
Rumores estranhos de algo que não posso entender.
Mas tento, ser meu melhor a cada dia.

Penso fazer algo de relevante, e mesmo que não seja,
Meu amor existe!
Te dás conta disso?
Tudo isto é por ti... e por não te ver mais triste.

(As vezes acho que a solidão mostra seus sinais irreversíveis!)




"Flowers in the space, don't feel the ground, don't show their beauty..."



|| f.@.l.l!nGBoY ||

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sobre a vida... sobre o tempo

Ser forte e corajoso é pra qualquer um. Vivemos tentando ser essas coisas e nos enganando.
Outra coisa óbvia é que o tempo nos dá a sensação, a ilusão de ser mais lento.
Quando estamos vulneráveis e fracos tudo só piora. Fora isso tudo bem. Tanto faz ganhar ou perder.
Também penso que tentar fugir de si, pode ser ao mesmo tempo se encontrar.
Já não sei mais nada, tudo é estranho e difícil.
As coisas e as pessoas não são mais as mesmas... as coisas não mudam, mesmo que às vezes pareça.
Tudo parece tão bom, tão ruim, tão perto, tão nada.
Nem tão alegre, estou longe de mim.
Semelhantes nem sempre ajudam, e eu estou sozinho.
Me recuso a acreditar nesta frase. Apesar dessas coisas mantenho dentro de mim a força ou a vontade de tê-la.
Somente eu escuto minha própria voz e compreendo como me sinto, ninguém mais.




" Sobre a mesa um copo de café,
Vazio, frio como a noite,
Como a solidão em meu quarto,
Gritando silenciosa,
Em minha própria casa."


(ano bissexto - 2012)


(dica do dia para cada um: praticar um pouco mais a auto-indulgência.)




fall!ng...b0Y

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Nonsense Pills - Part 11

1. Ter a consciência limpa.
Depende muito. Tem uns que precisam de faxineira pra ajudar na limpeza.

2. Devagar se vai longe.
Se vai longe, mas só quando se sabe onde vai. Se pode também ir rápido se a viagem for mais curta.

3. O que é que consegue deter a queda de cabelo?
O chão.




"just like... wondering and thinking of dirty, suspicious minds".
by Elvis P.




falling(_/_)(_\_)b0y

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Buraco sem Fundo

Será que o entendimento hoje se tornou um buraco sem fundo?
Temos a falsa sensação de que evoluímos ao longo do tempo, mas continuamos se não estagnados, regredindo.
As discussões são cíclicas, chega certo momento em que se repetem as mesmas falácias.
Falo de tudo o que se vê por aí, e todos os que defendem com unhas e dentes seus pontos de vista como se fossem a única salvação da terra.
Estamos na era do auge do ridículo, pessoas se ofendem justificando opiniões, se achando extremamente intelectuais.
Discursando sobre todo esse lixo que já fizeram para nosso consumo.
Se julgam intelectuais, mas que escrevem errado e se acham os donos imortais da razão.
Defender opiniões agora na maioria das vezes é sinônimo de ofensa, humilhação, mostrar superioridade.
O problema é que a grande maioria defende um moralismo careta, busca distância da diversidade e bate no peito com orgulho. Uma pena.
A última moda são pessoas se trucidando em um palco de horror, em nome de um esporte ou nem tão esporte assim, vistas por bilhões de pessoas que acham tudo maravilhoso e perfeito. Normal.
Não conseguem ver que tudo isso é feito apenas pelo dinheiro, espetáculo sujo e indigno, jogada de consumo que não tem nada de bonito.
E mesmo assim todos simpatizantes aplaudem de pé.
Posso estar sendo exagerado e não sou nada inteligente, me desculpem, sou apenas comum.
Acho que já atravessamos o fundo do poço no nível de cultura e respeito toleráveis para aqueles que se dizem civilizados.
Sinceramente não sei o que dizer, precisamos aprender a ser civilizados uns com os outros. Respeitar opiniões, filosofias de vida, gostos, amores, escolhas é uma utopia deslavada, algo extremamente difícil. Temos e vemos a semente do preconceito em tudo.
Mesmo assim precisamos deixar de ver a violência e a banalidade da vida como coisa normal. Preciso ser bem maior do que tudo isso. Perder tempo só com o que me faz bem.
O bonito mesmo, é ser diferente.



fall!NGB0Y )(